Condenação de R$ 30 milhões reforça cobranças feitas por Maicon Nogueira sobre transporte coletivo
A Justiça condenou o Consórcio Guaicurus ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos aos usuários do transporte público de Campo Grande. A decisão reforça problemas que vêm sendo denunciados pelo vereador Maicon Nogueira, autor do pedido de intervenção no Consórcio e integrante da CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal.
A atuação de Maicon sobre o transporte coletivo começou muito antes da decisão judicial. Durante os trabalhos da CPI, o vereador participou das investigações sobre o cumprimento do contrato de concessão e defendeu uma postura mais rigorosa diante das irregularidades encontradas.
As investigações revelaram uma série de problemas na prestação do serviço, entre eles a circulação de veículos acima da idade estabelecida em contrato, a falta de renovação e manutenção adequada da frota e as condições precárias enfrentadas diariamente pelos usuários do transporte coletivo.
Diante do cenário, Maicon pediu a intervenção no Consórcio Guaicurus, defendendo que o poder público adotasse uma medida mais dura para garantir o cumprimento do contrato e a qualidade do serviço prestado à população.
O vereador também levou a discussão para fora da Câmara. Foi aos terminais, fiscalizou as condições dos ônibus, ouviu passageiros e reuniu milhares de assinaturas em uma mobilização popular pela intervenção.
As cobranças continuaram mesmo depois do encerramento da CPI. Maicon passou a acompanhar os desdobramentos das investigações, cobrar transparência sobre o contrato e os recursos destinados ao sistema e denunciar problemas como ônibus quebrados, superlotação, atrasos e as condições da frota.
Agora, a condenação judicial de R$ 30 milhões acrescenta um novo capítulo ao caso. A decisão aponta graves descumprimentos relacionados à prestação do serviço e à situação da frota utilizada no transporte coletivo da Capital.
Para Maicon, a decisão reforça a importância de uma fiscalização permanente sobre um serviço utilizado diariamente por milhares de campo-grandenses. “Quando pedimos a intervenção, não foi por acaso. Existiam problemas graves que estavam sendo sentidos todos os dias pela população. Fiscalizamos, investigamos na CPI, fomos aos terminais, ouvimos os passageiros e cobramos providências. Agora, uma decisão da Justiça mostra mais uma vez a dimensão do problema que vínhamos denunciando”, afirma Maicon.
O parlamentar destaca ainda que a discussão não deve terminar com a condenação. “São trabalhadores, estudantes, idosos e famílias inteiras que dependem do transporte coletivo. Nosso compromisso sempre foi com essas pessoas.Vamos continuar fiscalizando e cobrando para que Campo Grande tenha um transporte público que respeite o usuário e cumpra aquilo que está previsto no contrato”, completa.

