Coringa quer ‘audiência do transporte’ e defende fim do contrato com Consórcio Guaicurus
Fonte: MidiaMax
Vereador Junior Coringa (MDB) durante CPI do Consórcio Guaicurus, que apontou irregularidades nos serviços. (Helder Carvalho, Midiamax)
O vereador e integrante da Comissão de Transporte da Câmara de Campo Grande, Junior Coringa (MDB), quer discutir em audiência pública o relatório da intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande. O parlamentar também disse ser favorável ao rompimento do contrato com a empresa.
“Desde o início, com a minha proposta de abertura da CPI, suspeitamos de irregularidades na prestação do serviço de transporte público da Capital. A CPI identificou todas as falhas do contrato e da prestação do serviço”, afirmou o vereador.
Coringa informou que vai propor a audiência para o dia 12 de agosto a fim de discutir o relatório da intervenção e a possível compra do Consórcio.
“Sou a favor da caducidade do contrato e da abertura de um novo processo licitatório, um novo contrato com regras claras que garanta à população uma frota com ar-condicionado, ônibus novos e condições de transporte dignas para todos”, disse.
Intervenção pode virar transição
A possibilidade de rompimento do contrato entre a Prefeitura e o Consórcio Guaicurus pode mudar o rumo do trabalho da equipe interventora. Segundo o advogado Aléxandro de Oliveira, que coordena os estudos durante a intervenção, os relatórios semanais atuais acompanham a operação da concessionária.
Com a possibilidade de sucessão, o foco passaria a ser a transição para uma nova empresa.”A intervenção apresenta relatórios semanais, mas são de acompanhamento da operação, dos trabalhos que estão sendo feitos. É um acompanhamento ainda mais porque agora tem esse fato da possibilidade de sucessão do Consórcio Guaicurus por outra empresa. Está aguardando a análise do Executivo, da prefeita Adriane Lopes, então, se isso der certo, acaba que muda o rumo da intervenção, a gente vai fazer um trabalho só de transição, mesmo”, afirmou ao Jornal Midiamax.
O Consórcio Guaicurus está sob intervenção desde 16 de junho, por um período de 180 dias. Nos primeiros levantamentos, a equipe identificou problemas nas contas da empresa. Em declarações anteriores, Aléxandro classificou a situação financeira da concessionária como um “saco sem fundo”.
A intervenção segue até dezembro, quando será apresentado um relatório final que servirá de base para a decisão da Prefeitura. Entre as possibilidades, estão a decretação da caducidade do contrato e a abertura de uma nova licitação.
A empresa interessada em assumir a operação é a HP Mobilidade. A prefeita Adriane Lopes (PP) já disse que a entrada da empresa dependerá de melhorias concretas.
“Para ela entrar em Campo Grande, precisa fazer uma proposta de mudança ou não vai entrar. Se não tiver troca de ônibus, melhoria do serviço prestado e ar-condicionado, não vai entrar”, declarou a prefeita em agenda pública.
Nos últimos dias, o diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva, informou que uma nova reunião sobre o tema deve ocorrer nesta semana. A reportagem procurou a agência para confirmar a data, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

